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Rodoanel Mario Covas

O Rodoanel Mario Covas é um empreendimento urbano que tem como principal objetivo a melhoria da qualidade de vida na Grande São Paulo. Ultrapassa uma simples proposta de engenharia civil e assume um conceito maior: “o da engenharia pensando o social”. Sua função é tornar o trânsito ágil, ao eliminar o tráfego de passagem, o que deixa a cidade mais livre para os transportes coletivo e individual.

O Rodoanel Mario Covas foi concebido dentro do melhor e mais atualizado conceito da função do Estado: investir com o objetivo de realizar um vetor de desenvolvimento sustentado, inclusive sob o aspecto ambiental. Desta forma, o empreendimento, além de gerar benefícios à população, age como grande alavancador do desenvolvimento da região, criando recursos ao próprio Estado, que os investe em outros vetores de desenvolvimento.

Concluídos os trechos Leste, Oeste e Sul, e com o Trecho Norte em fase de conclusão, esse megaprojeto, com 176,5 quilômetros de extensão, contribuirá para reduzir sensivelmente o trânsito de veículos leves e pesados das marginais Tietê e Pinheiros. A obra interliga os principais corredores de acesso, compostos pelas rodovias Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias.

RODOANEL OESTE

Em outubro de 2002, foi inaugurado e entregue ao tráfego o Trecho Oeste, entre a Av. Raimundo Pereira de Magalhães (estrada velha de Campinas) e a BR-116 Rodovia Régis Bittencourt, com extensão de 32 quilômetros.

O setor oeste da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) é o mais carente do sistema viário perimetral. O Rodoanel Oeste beneficiou diretamente os municípios de São Paulo, Taboão da Serra, Embu, Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana do Parnaíba, e indiretamente todos os municípios a oeste da RMSP. Ordena o tráfego de passagem das cargas provenientes do sul do país com destino a Mato Grosso, do centro oeste para o Porto de Santos e, além disso, facilita o fluxo de deslocamento das zonas Norte e Sul da capital.

Das dez rodovias a serem interligadas pelo Rodoanel Mario Covas, cinco se conectam ao Trecho Oeste: Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

Características do Trecho Oeste

  • 32 quilômetros de extensão.
  • 8 faixas de tráfego (4 por sentido), acostamento, refúgio e canteiro central.
  • 44 viadutos, 6 pontes, 2 piscinões, 7 trevos e 3 túneis duplos, sendo o primeiro em São Paulo, próximo à Fazenda Ithayê, na Via Anhangüera, com 1.713 metros; o segundo, perto de Alphaville/ Tamboré, em Barueri, com 646 metros; o terceiro entre Cotia e Embu, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, com 469 metros.
  • 100 metros de canalização do córrego Carapicuíba.
  • Pavimento rígido na extensão (eixo) e flexível nos trevos.

RODOANEL TRECHO SUL

Em março de 2010, foi inaugurado o Trecho Sul do Rodoanel, integrando as rodovias Anchieta, Imigrantes e Régis Bittencourt.

É o trecho da Rodovia de Interligação Rodoviária – Rodoanel Mario Covas - entre a Rodovia Régis Bittencourt (município de Embu) e a Avenida Papa João XXIII (município de Mauá), passando ainda pelos municípios de Itapecerica da Serra, extremo Sul do município de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André e Ribeirão Pires, com 57 quilômetros no eixo do Rodoanel e 4,4 quilômetros na interligação de acesso ao município de Mauá (contrapartida ambiental).

O Trecho Sul facilita o transporte e o escoamento de cargas entre o Brasil Central e o Porto de Santos e é importante elo econômico para a incorporação deste porto ao sistema de logística de transportes de todo o Estado e do Brasil.

Cuidados Ambientais

Seu traçado foi escolhido buscando minimizar os possíveis impactos e contribuir para a recuperação das áreas de mananciais. O projeto foi desenvolvido utilizando técnicas avançadas de engenharia que garantem a segurança dos usuários, a redução de acidentes e um balanço ambiental positivo.

Cuidados na Travessia das Represas

Para causar o menor impacto nas travessias das represas de Guarapiranga e Billings, a DERSA tomou o cuidado de cruzar os mananciais em seus pontos mais estreitos e utilizar recursos naturais já existentes como base de apoio para as pontes do Trecho Sul.

Na represa de Guarapiranga, a única travessia pela água ocorreu no ponto mais estreito, com apenas 90 metros de comprimento. Além disso, como medida de segurança, a rodovia está localizada a 13 quilômetros de distância do centro de captação de águas da SABESP.

Já na travessia da represa Billings, uma ilha foi escolhida como base para apoiar os pilares da ponte. Foi a melhor solução encontrada pela DERSA porque, se a ilha não existisse, seria necessário construir várias bases dentro da própria represa. Normalmente, a distância entre os pilares é, em média, de 40 metros. Nesse caso foi aumentada para 100 metros. Esta solução minimizou muito a interferência da obra, causando menor impacto na represa Billings.

Características do Trecho Sul

  • É uma rodovia classe “zero”, com pista dupla, 3 ou 4 faixas de tráfego por sentido de 3,60 metros de largura, faixa de segurança de 1,0 metro, acostamento de 3,0 metros e um canteiro central gramado de 11,0 metros de largura.
  • 57 quilômetros de extensão no eixo + 4,4 quilômetros na interligação.
  • São 134 obras de arte especiais, sendo 34 pontes e 100 viadutos. Destaque para as pontes sobre a represa Billings com 1.755 metros de extensão por sentido.