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Complexos que ajudarão na fluidez do trânsito da via e no seu entorno começam a tomar forma a partir deste mês

A DERSA entregou no domingo (13) o Viaduto Tatuapé, que faz parte da segunda fase da obra de adequação viária da Marginal Tietê

Complexos que ajudarão na fluidez do trânsito da via e no seu entorno começam a tomar forma a partir deste mês

A DERSA entregou no domingo (13) o Viaduto Tatuapé, que faz parte da segunda fase da obra de adequação viária da Marginal Tietê. Nesta etapa complementar, a principal artéria da cidade de São Paulo ganhará quatro novos complexos, que devem estar concluídos até o final de 2010. O evento contou com a presença do governador Alberto Goldman, do secretário dos Transportes, Mauro Arce e do presidente da DERSA, José Max Reis Alves.

Com 240 metros de extensão, o viaduto é parte integrante do Complexo Tatuapé e liga a pista central da Marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna, à pista expressa da Avenida Salim Farah Maluf. O Complexo Tatuapé contará, ainda, com mais uma ponte, que facilitará o acesso dos veículos que vêm da Avenida Salim Farah Maluf para a Marginal Tietê, tanto no sentido Castello Branco quanto em direção à Ayrton Senna.

Foi entregue também, nesta semana, a ponte de 200 metros que passa sobre o rio Tamanduateí em direção à rodovia Ayrton Senna e que está conectada ao complexo do mesmo nome. A ponte se somou ao 1,3 km de pista concluída e já proporciona maior fluidez aos veículos que circulam pela região.

Além dos dois complexos citados, a Marginal contará com o complexo Cruzeiro do Sul, formado por uma ponte sobre o rio Tietê que permitirá o acesso direto do tráfego procedente da zona leste e rodovias Dutra e Ayrton Senna para a Avenida Cruzeiro do Sul no sentido centro.

Também está sendo construído o complexo Bandeiras, que compreende uma ponte estaiada que atravessa o rio Tietê conduzindo o tráfego oriundo da Avenida do Estado para a Marginal no sentido Castello Branco.

O que já foi entregue

A obra de adequação viária da Marginal Tietê teve início em junho de 2009. A primeira fase consistiu na construção de 46 km de uma nova pista central, com três faixas de rolamento, liberada ao tráfego em 27 de março de 2010.

O viaduto que liga as Avenidas Tiradentes e Santos Dumont à pista central da Marginal Tietê, parte do Complexo Cruzeiro do Sul, teve a obra antecipada e foi entregue ao tráfego na primeira etapa. Com isso os usuários podem acessar diretamente a pista central, ganhando tempo e agilidade.

Também foram entregues, realocadas, as alças de acesso das pontes Vila Maria, nos dois sentidos; Tatuapé, nos dois sentidos; Bandeiras sentido Castello Branco e Casa Verde e Freguesia do Ó no sentido Ayrton Senna. Foram feitas intervenções em cinco pontes da via: Limão, Casa Verde, Freguesia do Ó, Vila Maria e Bandeiras. As pontes foram prolongadas para criar um vão de 16 metros por onde passa a nova pista.

Balanço divulgado pela CET no final do mês de abril mostra que após a liberação da pista central ao tráfego, o congestionamento na Marginal Tietê reduziu quase pela metade, quando comparado com o nível de lentidão registrado em março de 2010 (antes da abertura da pista central, que ocorreu no dia 27/3) e no mesmo período dos últimos três anos. Antes das obras, a via respondia por cerca de um terço da lentidão registrada em toda a cidade; hoje a participação da Marginal caiu para 18,2%.

Após a liberação das novas faixas ao tráfego foi identificada, ainda, uma maior fluidez dos veículos. Isso porque a pista central permitiu que os veículos circulassem mais rápido pela via nos horários de pico, aumentando a velocidade média para 26 km/h, frente à 20,5 km/h registrada em novembro de 2009.

A liberação das novas pistas da Marginal Tietê, somada à inauguração do Trecho Sul do Rodoanel, permitiu um ganho médio de 28% na fluidez do trânsito em toda a cidade, durante o mês de abril, quando comparado com o mês anterior. Se comparado com os dados registrados no ano passado, a melhora no congestionamento foi de 22%.

Compensação ambiental

A compensação ambiental da Marginal corresponde a 14% do valor da obra, o que a coloca entre as maiores do mundo. O projeto inclui plantios compensatórios pela supressão de cerca de 991 árvores, a maior parte de plantas mortas ou condenadas devido à ação de pragas.

Antes da readequação viária, a Marginal contava com 5.118 árvores em toda sua extensão. Tem hoje 20.423 árvores. Destas, 2.918 foram preservadas na própria via e incluem as do tipo exótico, como tipuana, fícus, grevilha, falsa seringueira, alfeneiro, casuarina, chorão, pata de vaca e eucalipto. Outras 1.049 foram transplantadas da frente de obras para o mais próximo possível do local de origem. As 15.870 mudas plantadas são de espécies nativas, como paineiras, jequitibás-rosa, ipês brancos e roxos, jatobás, paus-brasil, paus-ferro e sibipirunas, entre outras.

Foram plantadas outras 19.062 do total previsto de 83 mil mudas em áreas indicadas pelas oito subprefeituras vizinhas ao empreendimento: Casa Verde, Freguesia do Ó, Lapa, Mooca, Pirituba, Santana, Sé e Vila Maria. Nestas áreas também está prevista implantação de calçadas verdes, tornando permeáveis até 25 hectares de passeios públicos.

Até o momento foram transplantadas no Parque Ecológico do Tietê 26.732 mudas. Plantadas em áreas inseridas no Parque Ecológico do Tietê – PET são 10.370 de um total de 63.000. O total superará as mais de 176.000 árvores previstas na compensação ambiental, correspondendo a 180 novas árvores por cada uma suprimida.